
O livro é antiguinho e está com a capa amarelada, mas os versos de Paul Géraldy são atuais e temos a impressão que foram escritos ontem. O sucesso do livro "Toi et Moi" foi tão grande, que ficou esquecido o importante dramaturgo que também foi.
(...) O "Toi et Moi", de Paul Géraldy, é, todo ele, um "tête-a-tête", uma conversa íntima de namorados falada e escrita, em verso livre, na língua mais própria para a familiaridade amorosa: em francês. Mais do que isso: em "parisiense"...
Prólogo da 1a. Edição - Guilherme de Almeida - tradutor.
Sobre Geraldy, foi dito também que ele era o poeta das mulheres e das coisas do coração.
Ao meu eterno namorado, e a todos os namorados neste dia, uma dessas deliciosas declarações.
Expansões
Eu gosto, gosto de você!
Compreende? Eu tenho por você uma doidice...
Falo, falo, nem sei o que,
mas gosto, gosto de você
Você ouviu bem o que eu disse?...
Você ri? Eu pareço um louco?
Mas que fazer para explicar isso direito,
para que você sinta?... O que eu digo é tão ôco!
Eu procuro, procuro um jeito...
Não é exato que o beijo só pode bastar.
Qualquer coisa que me afoga entre soluços e ais.
É preciso exprimir, traduzir, explicar...
Ninguém sente senão o que soube falar.
Vive-se de palavras, nada mais.
Mas é preciso que eu consiga
essas palavras e que eu diga,
e você saiba... Mas, o que?
Se eu soubesse falar como um poeta que sente,
- diga! - diria eu mais do que
quando tomo entre as mãos essa cabeça linda
e cem, mil vezes, loucamente,
digo e repito e torno a repetir ainda:
Você, Você, Você, Você!...
no mais, mil presentinhos...
ladurée
e muuuuito chocolate, porque ninguém é de ferro....

godiva